Tendências de esquadrias de alumínio em 2026: o que está puxando a demanda (e como o serralheiro se prepara)

Publicado por: Alumiconte - Em: 13 de fevereiro de 2026

Tendências de esquadrias de alumínio em 2026: o que está puxando a demanda (e como o serralheiro se prepara)

Em 2026, a conversa do mercado de esquadrias tende a ficar ainda mais objetiva: prazo, acabamento, documentação e previsibilidade. Isso vale tanto para obras residenciais verticais quanto para empreendimentos que exigem mais área envidraçada (fachadas, grandes vãos, sacadas e fechamentos).

Os dados ajudam a entender por que essa exigência está crescendo. O setor de esquadrias de alumínio teve faturamento de R$ 10,53 bilhões em 2024, contra R$ 8,79 bilhões em 2023 (+19,8%).  E, dentro do consumo, fachadas foram destaque com +13,8% em 2024, seguidas por sistemas com +10,9%.

O que está mudando no mercado (na prática)?
1) Mais obra vertical e mais unidades vendidas
O volume de lançamentos e vendas no segmento residencial vertical é um fator relevante para a demanda de esquadrias. No mesmo levantamento setorial, aparecem números como 383.483 unidades lançadas e 400.547 vendidas em 2024 (acima de 2023).
Para a serralheria, isso normalmente significa: mais concorrência, mais cobrança de prazo e mais padronização de escopo.

2) Fachadas em crescimento e projetos mais “vidro-intensivos”
Quando fachadas crescem, o nível de exigência sobe junto: controle de medidas, compatibilização de obra, acabamento e responsabilidade técnica.
Não é só “mais serviço”: é serviço com menos tolerância a retorno.

3) Construção com recomposição gradual, mas com pressão de juros e custos
A CBIC aponta um movimento de recomposição gradual da atividade em 2026, apesar de desafios como juros elevados e impactos em crédito/financiamento.
Isso costuma reforçar um padrão conhecido: obra mais seletiva, com empresas priorizando fornecedores previsíveis.

O que essas tendências significam para serralherias?

1) O “padrão de entrega” virou diferencial comercial
Hoje, muitos contratos são decididos por três pontos:
clareza do orçamento (o que está incluso e o que não está);
prazo realista (fabricação + instalação);
qualidade percebida (acabamento, limpeza, alinhamento, vedação).
Quem apresenta um escopo bem definido reduz ruído com obra, engenharia e cliente final.

2) Retrabalho está mais caro — e mais visível
Em projetos com mais vidro e prazos apertados, qualquer retorno de equipe pesa mais. A forma mais consistente de proteger margem é transformar “boas práticas” em processo.

3) Padronização operacional melhora produtividade
O mapeamento setorial também traz indicadores ligados a mão de obra e produtividade, reforçando que o tema “processo” está no centro da competitividade.
Na prática: não é burocracia — é eficiência.

5 ações objetivas para se preparar para 2026

1) Padronize um checklist de medição e conferência
Antes de fabricar, valide:
esquadro, prumo e nível do vão;
interferências (revestimentos, peitoris, guarda-corpo, pontos elétricos);
folgas e limites de ajuste previstos no sistema.
Isso reduz correções em obra e protege prazo.

2) Feche o orçamento com escopo claro
Inclua no documento:
materiais e acabamentos;
o que entra na instalação (fixação, vedação, arremates, limpeza técnica);
o que depende da obra (vão pronto, impermeabilização, pontos de apoio);
condições de acesso e logística (elevador, içamento, horário de obra).
Orçamento bom não é o mais longo — é o mais inequívoco.

3) Transforme “instalação” em procedimento
Um procedimento simples (sequência de montagem, controle de fixação, vedação e inspeção final) reduz variação entre equipes e melhora repetibilidade.

4) Organize um kit mínimo de documentação
Mesmo em obras menores, ter um pacote padrão ajuda muito:
termo de entrega e aceite;
orientações de uso/manutenção;
registro fotográfico dos pontos críticos (antes/depois).
Em 2026, isso tende a ser cada vez mais valorizado por obra e cliente.

5) Ajuste seu portfólio para o que mais cresce
Se fachadas e sistemas crescem acima da média, vale mostrar:
cases com grandes vãos;
fechamentos e soluções com mais área de vidro;
projetos em que acabamento e prazo foram diferenciais.
Um sinal adicional do mercado: alumínio com demanda relevante na construção
A ABAL reportou consumo recorde no Brasil em 2024 (1,8 milhão t, segundo divulgação setorial), com a construção civil como um dos segmentos de destaque.
Para a cadeia de esquadrias, isso reforça a leitura: continuidade de demanda, com foco em desempenho e entrega bem controlada.

Conclusão
As tendências de esquadrias de alumínio em 2026 apontam para um mercado em que cresce a demanda — mas cresce, principalmente, a exigência por padrão, previsibilidade e acabamento. Para serralherias, o caminho mais seguro para melhorar margem é reduzir retrabalho com processos simples: checklist, escopo fechado e procedimento de instalação.
A Alumiconte apoia serralherias e parceiros com soluções e orientação técnica para especificação e aplicação em obra, especialmente quando o projeto exige padronização e desempenho.

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